Declarado Monumento Histórico Nacional em 1989, o Teatro Colón continua vigente não apenas como a principal casa de ópera do país, mas como um dos espaços mais renomados do mundo.
“O Teatro Colón tem um defeito muito grande; Sua acústica é perfeita. Imagine o que isso significa para um cantor. Se você fizer algo errado, logo será notado”, foi como definiu o tenor italiano Luciano Pavarotti, em uma de suas diversas visitas à Argentina. O Teatro Colón não recebeu apenas palavras elogiosas para a qualidade sonora deste espaço palaciano inaugurado em 1908; a sua lenda foi construída e validada por maestros de orquestra como Arturo Toscanini, Zubin Mehta e Daniel Barenboim; compositores como Igor Stravinsky e Richard Strauss; cantores como María Callas, Plácido Domingo e Claudia Muzio; e bailarinos como Rudolf Nureyev, Anna Pavlova, Mijail Barishnikov e Vaslav Nijinsky, entre várias outras figuras que enfeitaram este palco ao longo de mais de um século de glória. Da Filarmónica de Viena à Sinfónica de Nova Iorque, por aqui passaram os maiores líderes do mundo da ópera, sinfónica e música de câmara.
Jóia da arquitetura universal
As excepcionais condições acústicas e arquitectónicas do seu edifício colocam-no ao nível de teatros como a Ópera de Paris, o Scala de Milão, a Ópera de Viena ou o Metropolitan de Nova Iorque. É uma majestosa construção inaugurada em 1908, cujo desenho ostenta todo o esplendor palaciano europeu ao qual se atribuía a próspera e elegante Buenos Aires da época. Suas linhas sintetizam as regras e tendências arquitetónicas da época. Não podemos falar de um estilo único definido, mas sim de um ecletismo típico da construção do início do século XX. O hall de entrada é revestido com mármore de Verona e estuque semelhante a mármore. A escadaria é em mármore de Carrara branco e as grades que a rodeiam são em mármore português. Em ambos os lados do pé da escada, as grades terminam em duas cabeças de leão esculpidas à mão em peças inteiras.
O recinto mágico
O salão principal, em forma de ferradura, atende aos mais severos padrões do teatro clássico italiano e francês. O chão é forrado de caixas até o terceiro andar. A ferradura tem 29,25 metros de diâmetro menor, 32,65 metros de diâmetro maior e 28 metros de altura. Tem capacidade total para 2.478 lugares, mas cerca de 500 pessoas em pé também podem assistir aos espetáculos. A cúpula de 318 metros quadrados tinha pinturas de Marcel Jambon, que se deterioraram na década de 1960. Na década de 1960 decidiu-se pintar novamente a cúpula e a obra foi encomendada ao pintor argentino Raúl Soldi, que a inaugurou em 1966.
Visitas guiadas todos os dias
O Teatro Colón guarda segredos em cada recanto e fazer uma visita guiada é conhecer um pedaço de sua história de mais de cem anos ao serviço da cultura argentina e mundial. No Hall, no Foyer Principal, na Galería de Bustos e no Salón Dorado o visitante pode sentir o efeito inebriante de um cenário fascinante e de uma atmosfera carregada de lenda. As esculturas, as luzes dos vitrais parecem dizer alguma coisa.
Horário
Há visitas guiadas todos os dias, exceto 1º de maio, 24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro. As saídas são a cada 15 minutos, de segunda a domingo, das 10h às 16:45hs.
Circuito
Foyer, Galería de Bustos, Salón Dorado e Sala Principal. Logicamente, o circuito pode ser afetado por eventos, espetáculos, ensaios, reparos ou outras atividades teatrais.
Duração: 50 Minutos.
Contingente: 34 pessoas.